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Oito testemunhas do processo sobre acidente provocado por universitária são ouvidas

Oito testemunhas do processo sobre acidente provocado por universitária são ouvidas

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Oito testemunhas de acusação no processo que tramita contra a estudante Amanda Cruz da Silva, acusada de atropelar e matar três pessoas, foram ouvidas, nessa segunda-feira (21/05), na 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua. A sessão durou cerca de quatro horas e foi interrompida às 19h15 devido a um problema técnico na gravação do interrogatório da última testemunha, das nove indicadas pelo promotor de Justiça Humberto Ibiapina Lima Maia.

O titular da unidade, juiz José de Castro Andrade, determinou que a instrução do processo seja retomada no próximo dia 28, às 14h30. Na ocasião, a última testemunha de acusação será ouvida novamente, além dos depoimentos de quatro pessoas arroladas pelo advogado de defesa Chagas Alves. A ré também deverá ser interrogada.

Durante a audiência, a defesa de Amanda Cruz ingressou com o pedido para que ela seja submetida a exame clínico e psicológico. O advogado alegou que a universitária, presa no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, está apresentando quadro depressivo. A solicitação foi deferida pelo juiz José de Castro Andrade, que ordenou a realização da avaliação.

O CASO

Os crimes ocorreram em março deste ano, na avenida Deputado Paulino Rocha, em Fortaleza. Segundo denúncia do Ministério Público do Ceará (MP/CE), Amanda Cruz da Silva, “guiando um veículo automotor, em estado de sonolência e praticando manobras radicais” causou a morte de Marcilene Silva Maia, de 17 anos, que estava grávida, e da filha dela, Ana Rafaela da Silva Maia, de um ano e sete meses, além do pedestre Alex Nascimento Sousa.

A acusação afirma que, na noite anterior aos crimes, a ré foi a uma festa, onde teria ingerido bebida alcoólica. Ela deixou o local às 5h e foi dormir na casa de um amigo. Por volta do meio-dia, a acusada saiu conduzindo seu veículo. Ela perdeu o controle do automóvel e acabou atingindo as três vítimas, que caminhavam na calçada.

O promotor sustenta que a ré cometeu três delitos de homicídio qualificado, por motivo fútil, além de aborto sem consentimento da gestante, todos com dolo eventual (em que o agente assume o risco de produzir o resultado). Já a defesa argumenta que Amanda não estava sob efeito de álcool ou qualquer substância toxicológica no momento do acidente, tendo o atropelamento sido uma fatalidade.